31 de maio de 2016

Porque somos nós tão implicativos?


         Qual a razão para nós criarmos tanta guerra sem factos e razões realmente palpáveis. O ser humano normalmente tem tendência a complicar socialmente simples mensagens através de fatores supérfluos, assumindo assim atos negativos sem provas com um sustento plausível.
          Estamos no século XXI, podia-mos ser mais racionais ao dar menos valor a esses aspetos inúteis geradores de conflitos, como por exemplo a inveja. Dá-se muita atenção aos problemas de outrem, as intrigas alheias, sendo que se pode gastar mais tempo com nós mesmos, tratar dos nossos problemas e satisfazer o nosso próprio prazer e não a da curiosidade que não nos pertence.

          Para contornar este problema, temos de ser lógicos nas nossas ações e interações sociais, olhemos em frente e deixemos esses obstáculos "virtuais" de lado, aumentando a qualidade da interação e cooperação humana. Culpar um sujeito tendo nós razão ou não, apenas porque achamos que sim, só nos vai afetar a estabilidade mental.
          Nunca se deve adotar uma realidade se esta nem se quer é parcialmente aprovada, este é um erro muito comum que a sociedade comete.

          Percamos um pouco de tempo e meditemos à humanidade. Reconhecendo a insignificância em termos de espaço e de tempo que possuímos no universo, se nem para nós somos bons, então como poderemos sobreviver à natureza selvagem que este universo nos tem para oferecer?  

"Nós podemos juntos ser mais inteligentes!
 Foque-se nos seus objetivos e ignore os fatores que causam uma escusada entropia social."
Hubert Dungen




1 comentário:

  1. A razão do porquê de sermos paranoicos e assumirmos o mal nos outros é porque o homem das cavernas que foi verificar o som que está nos arbustos, viveu mais tempo do que aquele que pensou que é só um pequeno bicho inofensivo.
    Mesmo que estejamos num mundo com pouco perigo, temos não só isso dentro dos nossos cérebros desde dessa altura, como que também o necessitamos e alimentamos diariamente.

    Não passa de instinto, é a nossa maior fraqueza como que também é o nosso maior ponto forte.
    Respondemos ao desconhecido com medo e a medo respondemos com violência. É a tendencial da nossa natureza. Temos sempre essa tendência porque todos os animais têm. De facto criamos versões de perigo através de filmes, jogos, etc. porque desenvolve o cérebro a adaptar-se a uma situação presa/predador. Mas afinal de contas não passa de algo artificial. Sempre teremos essa tendência enquanto tivermos vivos, logo ignorar-la não é boa ideia. Não podemos tratar o medo e duvida como nosso inimigo, mas sim como algo teu que tens de tratar com cuidado e respeito. O truque é usar a tal Lógica que é aqui mencionada e aplicar-la de forma a conseguirmos ver a diferença entre uma boa razão para ser esceptico, duvidoso e paranoico/ ou nada mais que algo que não é nada assustador após aproximar-te do problema usando lógica. Porque quando dás uns passos para traz e vez a figura por inteiro, podes-te aperceber do que estavas à procura, ou que ser paranoico é de-facto a solução dessa especifica ocasião e contexto.
    Depende do contexto e situação, há ocasiões para varias reações e maneiras de resolver problemas. Maior parte das coisas na vida são consequenciais.

    Há pessoas que nunca irão largar o medo, e que estão tão desesperadamente dependentes dele que nunca confiarão em ninguém com medo de ser magoadas por outros, acabando por entrar num ciclo vicioso em que se magoam a si próprias e culpam os outros. Apesar disto parecer absurdo nos olhos de alguém com senso comum, é algo muito frequente nesta sociedade ou qualquer outra, e que tem uma facilidade tremenda de acontecer a alguém.

    Por outro lado, há pessoas impulsivas que seguem a sua curiosidade sem medo e acabam por seguirem por caminhos positivos e negativos nas suas vidas. Isto não é necessariamente mau? Mas são capazes de se acabar por se magoar muito por causa das suas ações, de vez em quando até ao ponto de ficarem deveras... "Imunes" a certo ponto. Imunes a sensação de fracasso. E o pior atributo destas pessoas é que são capazes de fazerem erros graves que têm consequenciais horríveis a que nunca conseguirão reconciliar sem medo ou hesitação. Ou talvez tratam as consequências da situação como algo insignificante por causa da "imunidade" que têm.

    O que falta a ambos é Relatividade.
    Relatividade é basicamente a ausência de normas de aplicação absolutas e universais.
    Nem tudo é necessariamente isto/nem tudo é necessariamente aquilo.

    Tudo é um caso isolado e ao mesmo tempo, nem tudo é um caso isolado.
    Mas maioritariamente é dependente de contexto. É importante lembrarmos-nos disso, juntamente com o ato de deixar a lógica ou empatia fazer o seu trabalho numa devida situação.

    Relatividade geral.

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